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Emprego: Diversidade e inclusão: as tendências para 2022 

Sairá na frente quem mantiver foco no que realmente importa. Pensando nisso, apresento aqui algumas apostas para o tema diversidade e inclusão em 2022. As tendências não partem de nenhuma bola de cristal, mas da observação criteriosa que meu time e eu temos feito do mercado no Brasil e no exterior. Vamos lá?

2022 será o ano da transparência: O debate sobre diversidade e inclusão cresceu bastante no meio empresarial brasileiro nos últimos cinco anos. Agora, é a vez de quem diz que faz mostrar como e o que faz. Quem deu a largada foi a Comissão de Valores Mobiliários, espécie de xerife do mercado. Nos últimos dias de dezembro, a CVM publicou novas orientações para as empresas de capital aberto. A partir de agora, elas precisam informar a representatividade de gênero, raça e idade por degrau da hierarquia. Quem ainda não fez um censo demográfico vai precisar correr.

Diversidade na cadeia de valor: Foi-se o tempo em que se podia terceirizar as responsabilidades. Será cada vez mais importante que as empresas inspirem seus fornecedores a criar políticas de inclusão e a desenvolver ações afirmativas. No médio prazo, isso será critério para a manutenção da prestação de serviços. A Gerdau puxou a fila. Em entrevista ao Estadão, o CEO Gustavo Werneck anunciou que, em breve, fornecedores sem programas de inclusão não poderão mais trabalhar para a gigante siderúrgica.

A volta do presencial. Depois de quase dois anos de pandemia, a expectativa para 2022 era de um refresco. O número de infectados pela variante ômicron neste início de ano, porém, frustrou muita gente e devolveu milhares para o home office em período integral. Quando isso passar, as empresas precisarão desenvolver experiências que justifiquem a ida ao escritório. Não faz sentido se deslocar para fazer videoconferências no ambiente de trabalho. Nesse contexto, apostamos no retorno dos treinamentos presenciais como uma experiência de interação engajadora.

As pessoas precisam falar. A pandemia é um trauma coletivo. Muita gente perdeu pessoas queridas. Outras tantas, engravidaram, casaram-se, adoeceram ou trocaram de emprego desde aquele março de 2020, quando a Organização Mundial da Saúde decretou estado de emergência global. Não dá para ignorar isso. Nas interações presenciais, será importante abrir espaço para a troca de experiências e também para as pessoas se conhecerem melhor. É uma oportunidade para tratar de empatia e vulnerabilidade.

Desenvolvimento de talentos diversos. Quem acompanha o mercado de perto sabe que se instalou um verdadeiro rouba-monte entre as empresas. Preocupadas em melhorar seus números, companhias atraem lideranças, sobretudo mulheres e pessoas negras, das concorrentes. Faz parte do jogo, mas não é sustentável. Para 2022, devemos ver ainda programas de trainee com foco em grupos minorizados e o investimento em programas de aceleração de carreira com o objetivo de capacitar para posições mais seniores.

Luz no social. O ESG ganhou destaque inédito no meio empresarial brasileiro em 2021. A maior parte das organizações colocou energia nos compromissos ambientais. Sem prejuízo desta pauta, o ano que começa deve ver avanços nos aspectos sociais. E aí será preciso enfrentar dois grandes problemas brasileiros: o racismo estrutural e a crescente desigualdade social.

Gerações em foco. A novíssima Geração Z, que tem diversidade como um valor inegociável, já ameaça a soberania dos millennials, que se aproximam dos 40 anos. Por outro lado, os 50+ continuam em boa forma e com desejo de produzir. Será preciso investir nas trocas entre gerações e em programas que garantam oportunidade para os jovens, alvo preferencial do desemprego, e chance de recomeço para os mais velhos.

O que não é medido não é gerenciado. Para avançar, as empresas precisarão apostar em diagnósticos consistentes de sua situação atual, além de se comprometer com metas e compromissos públicos. Deve crescer a tendência de associar a remuneração variável das lideranças aos resultados em inclusão.

O conselho entrou na sala. Antes alheios ao tema, e imersos em demonstrações financeiras, os conselhos de administração devem se aproximar ainda mais do tema diversidade em 2022. O Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) deu a largada e divulgou posicionamento sobre o tema. O desafio aqui começa com a própria capacitação de conselheiros para o assunto, que devem precisar de letramento adequado para a pauta.

Polarização acentuada. O ano será marcado por eleições majoritárias. No último pleito presidencial, a pauta de diversidade esteve no centro do debate, sobretudo a partir de falas preconceituosas de Jair Bolsonaro e da enxurrada de fake news sobre a questão LGBT. Não deve ser diferente agora, salvo por um agravante. O cenário polarizado aponta para violência nas ruas e nervos à flor da pele dentro das empresas. A essas, caberá distensionar o ambiente, comunicar com clareza por que acreditam no tema e reiterar o óbvio: esta não é uma pauta partidária. Diversidade e inclusão são atributos fundamentais para a sociedade e imprescindíveis para o crescimento dos negócios.

Por fim, mais um desejo do que uma tendência, embora dependa de nós transformá-lo em realidade: 2022 precisa ser o ano em que o Brasil compreenda que diversidade é a sua maior riqueza. O mundo caminha para um novo modelo econômico, pautado na ética, na inclusão e no respeito ao meio ambiente. O país tem potencial para liderar este momento e alcançar destaque no cenário internacional, distribuindo melhor as oportunidades e sem deixar ninguém para trás. 

* Ricardo Sales é sócio-fundador da consultoria Mais Diversidade, mestre pela Universidade de São Paulo e professor na Fundação Dom Cabral

 

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